Você gerou um jogo com IA, jogou, mostrou para os amigos e todo mundo perguntou: "quando sai na Play Store?". Boa notícia: publicar um jogo na Google Play em 2026 é um processo documentado, com custo fixo e sem mistério — mas tem etapas que ninguém pula. Este é o passo a passo realista, com prazos honestos e os perrengues que os tutoriais costumam esconder.
O inventário completo, sem surpresas no meio do caminho:
É isso. Nada de empresa aberta, nada de CNPJ, nada de servidor próprio.
Crie sua conta no Google Play Console com a mesma conta Google que você usa no dia a dia. O pagamento de US$ 25 é único — não é mensalidade, não renova. A verificação de identidade leva de algumas horas a uns dois dias. Dica prática: faça isso antes de terminar o jogo, porque a conta precisa existir de qualquer jeito e a verificação não depende do app estar pronto.
Seu jogo gerado é uma página HTML5 — e páginas web viram apps Android por um caminho bem batido: empacotar a página num "invólucro" nativo. Ferramentas como o PWABuilder fazem isso de graça: você aponta a URL do jogo, ele gera o pacote Android assinado, pronto para subir no Console.
Um detalhe importante: o pacote precisa ser assinado com sua própria chave — é essa assinatura que prova que o app é seu nas atualizações futuras. Guarde o arquivo da chave como se fosse documento: perdeu a chave, perdeu a capacidade de atualizar o app. Não tem "recuperar senha" aqui.
A página do seu jogo na loja é uma peça de marketing, e o Google exige materiais específicos:
É exatamente para isso que existe o AI Store Agent do Game Studio: ele escreve as descrições, captura os screenshots nos tamanhos exigidos (1080x1920, 1024x500, 512x512) e monta o pacote de publicação com um guia do que fazer em cada campo. O trabalho chato, automatizado.
Antes de pedir a revisão, o Google exige que apps novos passem por teste interno ou fechado: você convida algumas pessoas (vale chamar 10 amigos) para instalar e usar o app por alguns dias. É chato, mas pega crashes reais — e um crash na revisão significa reprovação e recomeço da fila.
Depois vem o questionário de classificação etária (gratuito, uns 15 minutos) e a declaração de política de privacidade — mesmo que seu jogo não colete nada, você precisa de uma página dizendo isso. Jogos casuais simples quase sempre passam de primeira, desde que não tenham conteúdo enganoso, permissões desnecessárias ou cópia de marcas famosas.
Com tudo em mãos, o cronograma típico de um jogo casual feito com IA:
Duas semanas do "jogo pronto" ao "na loja" é uma estimativa honesta para um primeiro app. Dá para fazer num fim de semana prolongado se você já tiver a conta — e é por isso que o passo 1 vem primeiro.
Honestidade aqui: iPhone é outro esporte. Você precisa de um Mac para gerar o build iOS, de uma conta de desenvolvedor Apple (US$ 99/ano) e a revisão da Apple é mais rigorosa — e mais lenta. Para um primeiro jogo, a recomendação prática é: lance no Android, valide que as pessoas jogam, e só então encare a Apple. Nada impede seu jogo web de rodar no Safari do iPhone como PWA instalável enquanto isso — de graça, sem revisão de ninguém.
Pergunta que todo mundo faz: o Google barra jogos gerados por IA? Não — a loja avalia o app, não como ele foi programado. As regras são as mesmas para qualquer desenvolvedor: o app precisa funcionar, não pode enganar o usuário, não pode copiar marca alheia. Um snake gerado por IA com nome e arte próprios passa como qualquer outro. O que reprova é app quebrado, descrição mentirosa ou ícone copiado — independente de quem (ou o quê) escreveu o código.
Se ainda está na fase da ideia, comece pelo nosso artigo com 10 ideias prontas para gerar hoje — e quando quiser entender a tecnologia por trás, leia como o prompt-to-game funciona de verdade.
Do prompt à Play Store.
Gere seu jogo grátis, grave o trailer e deixe o AI Store Agent preparar sua listagem.